"Ei! Levante-se!"
"Hmmm..." - a música parou repentinamente, assim como a dança em um tropeção.
"Já disse que não quero você na minha porta! Vai espantar os clientes! Choo, choo!"
Levantou-se e pôs-se a caminhar. Não lhe tratavam como merecia. Dele fugiam os olhares e tentavam desviar seus corpos.
Pegou um ônibus qualquer e sentou-se ao lado do cobrador, cumprimentado-o com a cabeça.
"Não posso deixar," - e apontando para o aviso na janela continuou - "são as regras, você sabe."
Mas para a surpresa do mesmo, tirou 5 reais de sua jaqueta surrada e entregou à ele.
Ponto final, agradeceu ao cobrador com a cabeça e desceu.
"Porcos, deve ter roubado."
Sentou-se à sombra de uma árvore, que são poucas em lugares assim, e pegou "Moby Dick" para continuar lendo. O navio acabava de ser albarroado pela grande baleia. Perguntava-se se não era o mesmo com todos nós. Desafios que nós mesmo criamos e, então, não sabemos lidar com os mesmos. Complicado.
Dali alguns minutos, novamente, Danúbio Azul.
Continua
por Monkey ~ 13:04